AASDAP recebe doação de supercomputador
A Associação Alberto Santos Dumont para Apoio à Pesquisa (AASDAP), organização presidida por Miguel Nicolelis e que faz a gestão do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), recebeu da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) o supercomputador BlueGene/L, da IBM, com capacidade de 22 teraflops (um teraflop equivale a um trilhão de operações por segundo).
Pela oportunidade e importância da doação, o Ministério da Educação (MEC) do Brasil se comprometeu a investir no incremento da super máquina, que passará a ser a mais rápida da América Latina e uma das mais rápidas do hemisfério sul (número 111º no ranking dos 500 supercomputadores mais potentes do mundo). Nessa configuração final, o 14 BIS-21, como já foi batizado, será constituído por 16.384 microprocessadores e terá capacidade de 46 teraflops.
Além de contribuir para o avanço e aceleração das pesquisas do IINN-ELS e dos centros de pesquisas que integrarão o Campus do Cérebro, em Macaíba (RN), o 14 BIS-21 ajudará estudos em outras áreas do conhecimento, uma vez que não só é capaz de processar e analisar informações em tempo real da atividade elétrica, magnética e metabólica do cérebro humano, como de simular e analisar modelos climáticos; realizar a análise estatística de grandes bancos de dados genômicos, proteômicos e metabolômicos; efetuar a análise geológica para prospecção de petróleo; realizar a modelagem matemática em biologia molecular, genética, física de alta energia e química; e ainda, pode servir para o desenvolvimento de uma plataforma computacional voltada para a educação científica.
Com todas essas possibilidades de aplicações, o BlueGene/L será uma grande aquisição para a ciência e a educação brasileiras. O anúncio oficial da colaboração do MEC com a AASDAP foi feito no dia 24 de novembro, em Brasília, durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica.
III Mostra de Ciência e Tecnologia da Escola Alfredo J. Monteverde: Estudo do Meio
Participando da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia há três anos, a Escola Alfredo J. Monteverde já a incorporou como um de seus rituais coletivos de trabalho. Desde seu planejamento até a sua realização, tudo é elaborado coletivamente pelos professores com os alunos que elegem as propostas de vivências e atividades que foram mais significativas durante o processo de aprendizagem desenvolvido desde o início do ano; elaboram cronogramas e fluxogramas; organizam espaços, produtos e equipamentos a serem expostos e/ou utilizados em atividades interativas; decidem o funcionamento da rádio; confeccionam materiais necessários tais como convites, cartazes, mapas e informativos para orientação dos visitantes; ajudam na distribuição de lanches, etc.
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| Alunas de Natal recepcionam os alunos visitantes de Macaíba. |
O maior objetivo é divulgar o conhecimento produzido e sistematizado com os alunos durante o processo de trabalho anual, estimular o contato com o público e o desenvolvimento da expressão de idéias fundamentadas cientificamente, vinculando-as ao uso das tecnologias e das artes, além de estimular cada um e todos os nossos alunos a assumirem diferentes papéis tais como os de recepcionistas, de monitores, de coordenadores de manutenção e limpeza, e de organização dos espaços e equipamentos coletivos, em equipes que se rodiziam, todos os dias da semana e durante todo o tempo, recebendo visitantes, sejam professores e alunos convidados das escolas parceiras, sejam familiares e membros das comunidades do entorno dos nossos Centros de Educação.
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Natal – Mãe corta madeira com serra tico-tico de bancada para confecção de uma bússola. |
Macaíba – Aluna propõe desafio à visitante, mostrando a probabilidade do cérebro “errar” quando signo e símbolo não correspondem entre si. |
Além do dia 24 de outubro, destinado a apresentação dos trabalhos aos pais, esse ano, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia serviu também de pretexto para um Estudo do Meio, que é um recurso de aprendizagem que se destaca dos demais porque é vivido fora dos muros da escola, com rotina diferenciada do cotidiano das aulas propiciando a ampliação do conhecimento de outras realidades.
Nesta semana, todos os alunos das duas unidades do Centro de Educação Científica, viajaram entre as cidades de Natal e Macaíba e conheceram a unidade em que não trabalhavam. Além de assumirem as tarefas citadas anteriormente, confeccionaram o roteiro de viagem, estudaram a geografia e a história da cidade visitada, conheceram a diversidade cultural local, novos espaços e equipamentos, participaram de atividades interativas, desenvolveram experiências e aprenderam diferentes conteúdos científicos, além de conhecerem novos colegas, funcionários e professores.
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| Usando solução química para apagar vela sem soprar, aluno de Natal demonstra experimento junto a alunas de Macaíba. |
Alunos de Natal observam as representações de moléculas de água feitas por alunos de Macaíba. |
Veja mais fotos
Registro do evento em PDF
Na semana subseqüente à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, todas as turmas fizeram a avaliação do estudo do meio com seus professores. Na seqüência, colocamos algumas frases dos seus registros...
Depoimentos de alunos e alunas da unidade de Natal
“Fui recebido muito bem e eles diziam sejam bem vindos e voltem sempre”
“Queria passar o dia todo”
“Foi interessante a chegada dos alunos de Macaíba na escola aqui de Natal e os alunos de Natal na escola de Macaíba porque teve respeito, educação, atenção”
“O trabalho do cérebro vem explicando que o cérebro tem bilhões de células e isso é muito interessante para quem não aprendeu. Eu gostei muito da câmera escura porque vem mostrando a forma do olho que vê as coisas de cabeça para baixo. Isso foi bem interessante para o aprendizado”
“No começo da viagem tinha muitos prédios, muita movimentação e foi começando a aparecer a vegetação. E, nos arredores da escola também tinha muita vegetação”
“No caminho, havia muitas paisagens, fábricas e animais. Na escola de Macaíba tinha um terreno enorme com plantas, árvores e etc. O que mais me chamou a atenção foi a natureza”
“Eu acho que poderiamos fazer um grande debate sobre os assuntos estudados. Ex: o que foi mais legal ou mais chato, difícil ou fácil de estudar... algumas curiosidades no mundo da ciência e etc”
“(...) o do avião 14 bis, de Santos Dumont. Porque eu achei que foi muito difícil e que tem a ver com nossa escola. Tendo a ver com a sala ou com nosso curso o trabalho fica super interessante”
“Achei muito legal o foguete e o vídeo que mostrava suas tentativas, pois tinham muitos cálculos e trabalho, enquanto parecia fácil”
“Gostei muito de eles falarem sobre problemas de lá, de fazerem uma animação destacando seus problemas com a água”
“Bom foi a oficina de ciência e ambiente com o trabalho das paródias. Porque achei muito importante destacar os problemas que ocorrem em Macaíba em letras de música, ficou muito bom, como todos os outros”
“Fui recebida muito bem porque alunos, professores e funcionários da escola me deram atenção, informações e principalmente muita alegria, com um super sorriso no rosto.”
“O trabalho que chamou mais atenção foi o experimento do desenho com ponto de fuga porque dá impressão da distância.”
“... aprendi como o foguete funciona: joga água para o foguete e a pressão aumenta cada vez mais e impulsiona o foguete para o ar com a ajuda da plataforma”
“Chamou mais atenção o trabalho da “falha do cérebro”. Porque as cores pintadas eram de uma cor diferente da palavra que estava escrita. Aprendi que o nosso cérebro falha, algumas vezes na oficina de ciência e vida”
Depoimentos de alunos e alunas da unidade de Macaíba
”A escola de Natal, ao redor, é cheia de casas e não cheia de árvores, de plantas e outras coisas”
“Na ida eu vi a BR, supermercados, muitas lojas, depois a gente começou a entrar em vegetação, vi o aeroporto, lagoas, muitas árvores...”
“O que me chamou mais atenção durante o trajeto foi a lagoa de captação e saber dos microorganismos...”
“Vi muita desmatação para a construção de prédios em Natal e as janelas de vidro da escola davam pra ver paisagens de casas e de prédios”
“Observei várias coisas: aeroporto, vários veículos, fábricas, um terreno queimado, carros, pessoas, motos, entre outros”
“Foi o que eu esperava, eu gostei muito das pessoas, das oficinas e da biblioteca de Natal”
“Gostei mais da roda giratória de Física e aprendi porque ela gira”
“O que mais gostei foi de conhecer o funcionamento da rádio e o que aprendi é que a escola de Natal é maior que a da gente!”
“Gostei mais do trabalho de Ciência e Tecnologia que eu achei muito legal e radical aprender fazer os skates com o azougue”
“O trabalho que me chamou mais atenção foi o de Ciência e Tecnologia que foi o de fazer uma campainha. O toque ficou bem parecido com a de verdade, e os carrinhos eu achei muito legal! Se pudesse teria ficado mais tempo para aprender tudo...”
“Gostei mais de aprender a usar o telescópio, o tratamento do esgoto, porque deu para ver passo a passo como é feito”
“Gostei de aprender como se faz para apagar uma vela em Química com a explicação que eles deram porque o fogo precisa de oxigênio e tinha um negócio que eles botavam junto com vinagre que liberava gás carbônico”
“Gostei do teatro porque os bonecos foram bem feitos e a peça bem bonita”
“Se fosse fazer esse estudo novamente gostaria de ter mais tempo para conhecer melhor os trabalhos...”
“Fui recebido com muito respeito tanto pela coordenadora quanto pelos professores e alunos e fiz muitas amizades”
“Todos foram muito bem educados, me deram bom dia, apresentaram os espaços e fiz novas amizades. Foi ótimo!”
“Eu gostei muito das moléculas da água, primeiro é muito legal e eu não sabia que água tinha moléculas, e da câmara escura porque eu não sabia que a gente via de cabeça pra baixo e o cérebro invertia”
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